15 JAN 2026

Microempresas: a base do emprego no Brasil e a força catarinense com liderança feminina

No Brasil, a geração de empregos passa, majoritariamente, pelos pequenos negócios. Em um cenário nacional ainda marcado por desigualdades regionais e oscilações econômicas, as microempresas sustentam o mercado de trabalho formal. Santa Catarina acompanha essa realidade e se destaca.

Entre janeiro e novembro de 2025, 60,5% dos empregos gerados em Santa Catarina vieram das microempresas, segundo levantamento do Sebrae/SC. No período, o estado criou mais de 106 mil vagas com carteira assinada, desempenho superior ao de muitas unidades da federação e reflexo de uma economia diversificada, com forte presença do setor de Serviços.

Nesse ambiente, o empreendedorismo feminino ganha centralidade econômica. Em âmbito nacional, as mulheres já lideram cerca de 40% dos negócios. Em Santa Catarina, são 1,25 milhão de mulheres à frente de empreendimentos, o que representa 38,2% dos empreendedores do estado. Predominam nas microempresas e entre os MEIs, conciliando gestão, geração de renda e impacto local, apesar de ainda enfrentarem mais barreiras de acesso a crédito e financiamento.

Para sustentar esse motor da economia, o acesso a crédito segue sendo decisivo. Atualmente, estão em operação em Santa Catarina as linhas Pronampe SC, com subsídio de 40% na taxa de juros, e Pronampe Inovação, com subsídio de 50%, ambas viabilizadas por cooperativas de crédito parceiras do Badesc e da ACATE. Além dessas, o Badesc mantém um portfólio próprio com taxas e prazos competitivos, ampliando as opções para micro e pequenos empreendedores. Já o Pronampe Mulher não está disponível, sem previsão de reabertura ainda neste ano.

Fortalecer as microempresas — especialmente as lideradas por mulheres — não é apenas pauta social. É estratégia de desenvolvimento, capaz de gerar emprego, renda e estabilidade econômica a partir da base.

*Com informações Sebrae SC e Badesc

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