04 MAIO 2026

Três décadas da urna eletrônica e o desafio de atrair jovens às eleições

Jovens se aproximam das eleições quando percebem que a política não está apenas nos partidos ou nos discursos. Ela aparece no preço da passagem, na vaga de emprego, na universidade, na segurança, na escola e nas oportunidades que se abrem ou se fecham. O voto passa a fazer sentido quando deixa de parecer um gesto distante e passa a ser entendido como instrumento real de escolha sobre a própria vida.

Esse é um dos pontos que cercam as eleições deste ano. A participação do eleitorado jovem deve ficar abaixo do que se desejava, o que acende um alerta sobre a relação entre democracia e novas gerações. O voto entre 16 e 17 anos é facultativo, mas tem peso simbólico importante. É a entrada formal na cidadania política, o primeiro ato de participação de quem começa a ocupar espaço no debate público.

Foi nesse contexto que o Tribunal Superior Eleitoral celebrou os 30 anos da urna eletrônica, buscando também dialogar com o público jovem. O lançamento da mascote Pilili, inspirada no som emitido pela urna no momento da confirmação do voto, traduz essa tentativa de aproximação por uma linguagem mais leve e acessível.

A urna eletrônica completa três décadas como um dos maiores marcos da modernização eleitoral brasileira. O país ganhou agilidade na apuração, segurança no processo e confiança institucional. E Santa Catarina tem um lugar especial nessa história. Antes da adoção oficial do sistema nas eleições de 1996, Brusque já aparecia como palco dos testes iniciais que ajudaram a abrir caminho para a informatização do voto.

A urna chegou aos 30 anos consolidada. O desafio agora é outro: fazer com que mais jovens também cheguem até ela. Porque democracia não se sustenta apenas com tecnologia confiável. Precisa, antes de tudo, de participação.

*Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE

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