08 MAIO 2026
Santa Catarina e a força de uma política pública que salva vidas
Santa Catarina voltou a se destacar nacionalmente na doação e no transplante de órgãos. Em 2025, o estado registrou a maior taxa de doadores efetivos do país, com 42,8 por milhão de população, além da menor taxa de recusa familiar do Brasil: 32%.
Os números ajudam a explicar por que o sistema catarinense é tratado como referência. Não se trata de resultado pontual, mas da consolidação de uma política pública construída ao longo de mais de duas décadas, com rede organizada, equipes preparadas e logística capaz de responder com rapidez a um processo sempre delicado.
No ano passado, foram 804 notificações de potenciais doadores, índice também acima da média nacional. Mais do que notificar, Santa Catarina tem conseguido transformar potenciais doações em doações efetivas, o que revela eficiência em uma área que depende de estrutura, preparo técnico e, sobretudo, de uma abordagem humana junto às famílias.
É justamente nesse ponto que o estado também avançou. A redução da não autorização familiar, que caiu de 70% em 2007 para 32% em 2025, indica o peso da qualificação das equipes e da comunicação em momentos críticos. A entrevista familiar, uma das etapas mais sensíveis de todo o processo, exige preparo, empatia e responsabilidade.
Ao longo desses anos, cerca de 26 mil pessoas já foram beneficiadas com órgãos, tecidos ou células em Santa Catarina. Por trás de cada estatística, há uma decisão difícil, tomada em meio ao luto, mas capaz de abrir uma nova chance para quem espera. No fim, é isso que os números mostram: quando há política pública séria e solidariedade, vidas seguem.
*Com informações Ascom/SES
Foto: Leo Munhoz/SecomGOVSC


