09 JUN 2026
MDB reforça presença na majoritária com Lunelli ao Senado
A confirmação da pré-candidatura de Antídio Lunelli ao Senado pelo MDB acrescenta mais um elemento importante ao cenário político de Santa Catarina para 2026. A decisão foi formalizada na noite de segunda-feira (8), após reunião que definiu sua integração à chapa majoritária encabeçada por João Rodrigues, do PSD, pré-candidato ao governo do Estado.
Na composição anunciada, o MDB terá Carlos Chiodini como pré-candidato a vice-governador e Lunelli como nome ao Senado. O atual senador Esperidião Amin, do PP, também integra o projeto como pré-candidato a uma das duas vagas em disputa. A aliança reúne ainda União Brasil, prefeitos, vereadores e lideranças de diferentes regiões do Estado.
O movimento tem peso especialmente para o MDB, que passa a ocupar dois espaços na chapa majoritária. Ao lançar Lunelli, o partido reforça sua presença na disputa estadual e oferece ao eleitor a opção do número 15 também na eleição ao Senado. O próprio deputado afirmou que atendeu a um pedido da sigla, mesmo considerando que teria um caminho mais tranquilo caso optasse pela reeleição à Assembleia Legislativa.
Natural de Corupá, empresário fundador do grupo têxtil Lunelli, ex-prefeito de Jaraguá do Sul e deputado estadual, Antídio Lunelli chega à disputa com discurso voltado ao setor produtivo, à gestão pública e à defesa de quem gera emprego e renda. É uma linha política que dialoga com parte importante do eleitorado catarinense, especialmente em regiões marcadas pela força da indústria, do comércio, do agronegócio e do empreendedorismo.
Outro ponto que deve aparecer na campanha é a defesa da representatividade catarinense no Senado. Lunelli se declara bolsonarista, mas já afirmou discordar de candidaturas ao Senado por Santa Catarina de nomes sem trajetória no Estado, em referência a Carlos Bolsonaro, pré-candidato pelo PL.
Essa posição não rompe com o campo conservador, mas procura diferenciar sua pré-candidatura dentro dele. A disputa, portanto, tende a reunir fatores nacionais e locais: de um lado, o peso das lideranças e marcas políticas nacionais; de outro, a força das trajetórias construídas em Santa Catarina.
Ainda é cedo para medir o impacto real da entrada de Lunelli na disputa. A eleição ao Senado costuma ser personalista, marcada por recall, alianças, estrutura partidária, presença regional e capacidade de comunicação com o eleitor.
O que se pode afirmar, por enquanto, é que sua confirmação amplia o desenho da disputa e reforça a estratégia da chapa liderada por João Rodrigues de ocupar espaço também na eleição para o Senado.


