16 AGO 2026

Eleições 2026: campanha entra oficialmente nas ruas e nas redes

Passavam poucos segundos da meia-noite deste domingo quando me deparei com as primeiras publicações de candidatos nas redes sociais. Eu ainda estava acordada e não pude deixar de observar a pressa.

Começava ali uma corrida entre candidatos e assessorias para ver quem apareceria primeiro já em campanha, pedindo oficialmente o voto dos eleitores.

Neste domingo, 16 de agosto, teve início a campanha eleitoral de 2026. A partir de agora, os candidatos podem pedir votos, realizar comícios, caminhadas, passeatas e carreatas, distribuir material gráfico e fazer propaganda na internet.

Se alguém ainda tinha dúvida sobre a influência das redes sociais nesta eleição, os primeiros segundos do dia trataram de dar a resposta. Vídeos gravados, artes prontas, slogans definidos e equipes preparadas para ocupar cada espaço possível. A disputa pelo voto começou pela disputa da atenção.

Mas as redes não são uma terra sem lei. Os candidatos podem publicar, fazer lives e impulsionar conteúdos de campanha, mas não podem pagar para ampliar ataques ou propaganda negativa contra adversários. Também é proibido remunerar empresas ou influenciadores por publicações político-eleitorais em seus perfis.

O TSE ainda proíbe os chamados “campeonatos de cortes”, nos quais se oferecem prêmios ou vantagens para estimular a circulação de trechos de vídeos favoráveis ou contrários a candidaturas. Enquetes eleitorais também não são permitidas. Diferentemente das pesquisas registradas na Justiça Eleitoral, elas não seguem critérios científicos.

A inteligência artificial poderá ser usada, mas isso deverá ser informado de forma clara aos internautas e eleitores sempre que a tecnologia servir para criar ou alterar textos, imagens, áudios ou vídeos. Quem recebe o conteúdo tem o direito de saber que aquele material foi produzido ou modificado com IA. As deepfakes e a divulgação de conteúdos falsos ou gravemente descontextualizados são proibidas.

Em Santa Catarina candidatos também foram as ruas. Jorginho Mello, do PL, que busca a reeleição, realizou o “Arrancadão do 22” no Koxixos, na Beira-Mar, em Florianópolis. A campanha também movimentou Joinville, maior cidade do Estado e base eleitoral de seu candidato a vice, Adriano Silva. João Rodrigues, da coligação SD, MDB e a federação União Progressista, iniciou a caminhada em Araranguá, no Sul catarinense, e também em sua cidade Chapecó.

Também vamos acompanhar de perto a disputa pelas duas vagas de Santa Catarina no Senado. A campanha promete nos proporcionar verdadeiras aulas de marketing político. Será interessante observar a construção das imagens, a escolha das mensagens e os movimentos de cada candidatura.

Até outubro, caberá ao eleitor olhar além da propaganda, conferir antes de compartilhar, conhecer as propostas e ficar atento a quem ultrapassar os limites.

Se a corrida para aparecer começou nos primeiros segundos do dia, a nossa atenção também precisa começar agora.

*Imagem gerada por IA

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