22 SET 2026

Antes do voto, o trabalho que quase ninguém vê. TRE SC prepara 18.935 urnas

As campanhas eleitorais ainda nem ganharam as ruas com toda a intensidade, mas a Justiça Eleitoral já está em plena operação para garantir que, no dia 4 de outubro, o eleitor catarinense encontre a urna pronta para votar.

O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina iniciou a preparação de 18.935 urnas eletrônicas que serão utilizadas nas 17.326 seções eleitorais do Estado. O trabalho segue até 28 de setembro e envolve as 100 Zonas Eleitorais catarinenses.

É uma etapa que pouca gente acompanha, embora seja uma das mais importantes do processo eleitoral. Em audiências públicas, as urnas recebem o sistema de votação, os dados dos candidatos e as informações dos eleitores de cada seção. Depois, passam por testes e são lacradas.

A presença de representantes de partidos, Ministério Público, OAB, imprensa e cidadãos é parte desse procedimento. Não é um detalhe. É a oportunidade de verificar de perto como as urnas são preparadas antes de chegarem aos locais de votação.

Cada equipamento passa por uma sequência de conferências. As urnas são limpas, recebem as mídias com os dados da eleição, fazem autotestes de teclado, tela e som e, ao final, recebem lacres da Casa da Moeda. São nove lacres em cada conjunto de equipamentos: cinco no terminal do eleitor e quatro no terminal do mesário.

Em Santa Catarina, mais de 400 técnicos trabalham nessa preparação. Também são definidas urnas de contingência, reservadas para eventuais substituições, e sorteados equipamentos para a verificação pré e pós-eleição.

Os números ajudam a dimensionar a operação. Joinville, maior eleitorado do Estado, terá 1.409 urnas preparadas. Florianópolis contará com 1.271. Na sequência aparecem Blumenau, com 794; Criciúma, 636; Lages, 598; São José, 596; Chapecó, 557; Itajaí, 554; Tubarão, 524; e Palhoça, 467.

A Corte do TRE-SC tem acompanhado cerimônias em várias regiões. O presidente do Tribunal, desembargador Carlos Roberto da Silva, defende que essas etapas sejam cada vez mais conhecidas pela população. Em tempos de radicalização política e de desinformação, abrir o processo à fiscalização é uma resposta necessária.

No dia da eleição, o eleitor vê poucos segundos de uma estrutura que mobiliza milhares de pessoas por meses. Aperta os números, confirma o voto e segue sua rotina. Mas, antes disso, há um trabalho técnico, público e organizado para que cada urna esteja pronta a registrar a escolha de quem decide os rumos do Estado e do país.

*Fonte: TRE/SC

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