15 OUT 2026

Criciúma começa a construir espaço para a inclusão. É a Cidade do Autista

Um excelente exemplo vem do Sul do Estado. Nesta sexta-feira (16), às 8 horas, a Prefeitura de Criciúma realiza, no antigo Alvorada Clube, no bairro Pinheirinho, o ato que marca o início das obras da Cidade do Autista. O projeto prevê a reforma, ampliação e adequação do espaço, com investimento de R$ 18,4 milhões. A estrutura será um centro educacional especializado para crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). É uma iniciativa que merece ser acompanhada por outros municípios catarinenses.

A estrutura terá mais de 3 mil metros quadrados de área construída, em um terreno com mais de 7 mil metros quadrados.

O centro contará com salas de recursos multifuncionais, brinquedoteca pedagógica e espaços para atividades de arte e música, psicomotricidade, tecnologia assistiva e estimulação sensorial. Também estão previstos quadra esportiva, piscina coberta e aquecida e jardim sensorial.

A dimensão do projeto chama atenção, mas o propósito está no atendimento. Mais de 800 estudantes com diagnóstico de TEA estão matriculados atualmente na rede municipal de Criciúma. A Cidade do Autista deverá oferecer Atendimento Educacional Especializado, com uma equipe de até 60 profissionais da área educacional.

A proposta é que o trabalho ocorra principalmente no contraturno e de forma complementar à escolarização regular. O centro não substituirá a escola. Deverá apoiar o percurso dos estudantes, ajudando a identificar e superar barreiras que dificultam a aprendizagem, a comunicação, a autonomia e a participação no ambiente escolar.

Para o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola, a iniciativa representa um avanço na construção de uma educação mais inclusiva, com estrutura e recursos preparados para atender às diferentes necessidades dos alunos. Essa articulação é essencial.

A inclusão não se faz apenas com um espaço especializado. Ela também depende de condições para que cada aluno participe da rotina escolar e avance no próprio processo de aprendizagem. Por isso, o suporte às famílias e aos profissionais da rede municipal será parte importante do trabalho.

Cada estudante tem necessidades e formas de aprender próprias. Oferecer recursos adequados pode ampliar as possibilidades de desenvolvimento e ajudar a escola a responder melhor a essa diversidade. A Cidade do Autista parte desse princípio e propõe concentrar, em um mesmo local, diferentes espaços e atendimentos.

A demanda por atendimento especializado está presente em todo o estado, e cada rede de ensino precisa buscar caminhos para responder a ela, de acordo com sua realidade e capacidade.

O anúncio marca o início de uma obra. A efetividade do projeto será medida no atendimento que oferecer, na integração com as escolas e nos resultados para os estudantes e suas famílias. Ainda assim, a decisão de investir em uma estrutura voltada à aprendizagem e à inclusão representa um passo importante.

*Com informações da PMCriciúma

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