01 JAN 2026
Calor, chuva e um alerta que não pode esperar: a proliferação do Aedes Aegypti
O verão mal começou e Santa Catarina já enfrenta um velho conhecido das emergências de saúde pública. A combinação de calor intenso e chuvas frequentes cria o ambiente perfeito para a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Os números de 2025 são um sinal claro de alerta e exigem atenção redobrada neste início de 2026.
Até 23 de dezembro do ano passado, o estado ultrapassou 65 mil focos do mosquito, com mais de 26 mil casos prováveis de dengue, dos quais 18,2 mil confirmados. O dado mais preocupante, no entanto, está nas consequências: 22 óbitos registrados e outros três ainda em investigação.
Diante desse cenário, a Secretaria de Estado da Saúde intensificou as ações de prevenção, vigilância e controle do vetor, em parceria direta com os municípios. O secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, reforça que o enfrentamento à dengue começa dentro de casa. “O combate à dengue é um exercício de cidadania constante. Precisamos reservar um tempo para verificar se há água parada em residências e locais de trabalho”, alerta.
Ao longo de 2025, o estado avançou em diversas frentes: atualização das Diretrizes Estaduais e do Plano de Contingência, capacitação de 400 técnicos municipais, aplicação da técnica de Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI) e a realização do III Seminário Estadual de Arboviroses, promovendo a troca de experiências entre gestores, técnicos e especialistas. Soma-se a isso o incentivo à vacinação contra a dengue para adolescentes de 10 a 16 anos, em andamento em 100 municípios — ainda com cobertura abaixo do ideal: 41,91% com a primeira dose e 29,62% com a segunda.
A SES mantém apoio técnico permanente aos municípios, com distribuição de inseticidas, capacitações, visitas técnicas e implantação de comitês para análise de óbitos relacionados às zoonoses. Ao mesmo tempo, reforça o alerta para o manejo correto dos casos suspeitos: sintomas como febre alta, dor de cabeça, dores no corpo e atrás dos olhos exigem procura imediata por uma unidade de saúde e nunca automedicação.
O recado é direto e não admite adiamentos: o combate à dengue é uma responsabilidade coletiva. O poder público faz a sua parte, mas sem o engajamento da população, o mosquito continua encontrando espaço para se multiplicar. Neste início de 2026, cada prato de planta vazio, cada calha limpa e cada caixa d’água bem vedada podem representar menos um foco e, principalmente, mais vidas protegidas.
*Com informações SES
Imagem: internet


