07 AGO 2025

Case municipal para contenção de cheias vira política pública com a criação do Parque Estadual Barriga Verde  

Um projeto bem-sucedido no município de Jaraguá do Sul se transforma em política pública estadual. Foi o que aconteceu com a criação do Parque Estadual Barriga Verde, aprovada durante o Programa Alesc Itinerante em Mafra, no Planalto Norte de Santa Catarina, inspirada no Parque Via Verde.

A proposta, de autoria do deputado Antídio Lunelli (MDB), é mais do que um projeto ambiental. É uma síntese de como planejamento urbano, gestão de riscos e valorização dos espaços públicos podem andar juntos. A inspiração veio de Jaraguá do Sul, onde Lunelli, quando prefeito, enfrentou um antigo problema: alagamentos recorrentes no perímetro urbano. A solução foi criar uma área de escape para o escoamento das águas da chuva que, com criatividade e técnica, virou também um parque público.

O resultado foi além do esperado. Jaraguá do Sul não apenas reduziu os impactos das chuvas, como ganhou uma nova área de lazer para a população, que hoje convive com passarelas, brinquedos e bancos planejados para resistir às cheias. Todos os equipamentos, após o recuo da água, exigem apenas uma limpeza simples para que voltem a ser usados.

Com a aprovação do projeto pela Assembleia Legislativa, o modelo poderá ser replicado em outras cidades catarinenses, em parceria com Ministério Público, prefeituras e Defesa Civil do Estado.

“Essa lei é um divisor de águas. Literalmente”, destacou Lunelli.  

Ao estadualizar soluções que funcionam nos municípios, Santa Catarina dá um passo importante rumo a uma governança mais eficaz, conectada com o território e suas realidades.

A aprovação do projeto em plenário durante o Alesc Itinerante reforça a importância do Parlamento próximo das comunidades e atento às soluções regionais que podem ganhar escala estadual.

A criatividade urbana a serviço da prevenção

O Parque Barriga Verde mostra que planejamento não precisa ser sinônimo de obras caras ou de difícil execução. Com materiais de fácil manutenção e estruturas desenhadas para conviver com enchentes, os equipamentos desses parques oferecem uma alternativa inteligente aos enormes custos de reconstrução pós-desastre.

É também uma lição sobre como a política pode ser mais útil quando as pessoas que vivenciam as cidades. São os prefeitos, engenheiros locais e comunidades que lidam no dia a dia com os impactos da chuva, da falta de infraestrutura e da necessidade de espaços verdes.

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