20 JUL 2026

Convenções partidárias dão a largada às eleições de 2026

A eleição de 2026 começa, efetivamente, a ganhar forma. Desde esta segunda-feira, 20 de julho, partidos e federações estão autorizados a realizar suas convenções, escolher candidatos e definir as coligações para a disputa pelos governos estaduais e pela Presidência da República.

A campanha eleitoral somente estará liberada em 16 de agosto. Mas é nas convenções que os entendimentos construídos nos últimos meses precisam deixar os bastidores e se transformar em decisões oficiais. Até 5 de agosto, os partidos terão de confirmar quem estará nas urnas, quais alianças serão mantidas e como ficarão as chapas para governador, vice e Senado.

Em Santa Catarina, a Unidade Popular abre o calendário nesta segunda-feira, com a homologação de Laís Chaud ao governo do Estado. Nesta terça-feira, será a vez do chamado Campo Democrático, formado por PT, PCdoB, PV, PSOL, Rede, PSB e PDT. As convenções serão realizadas na Assembleia Legislativa e devem confirmar Gelson Merísio para o governo, Angela Albino como vice e Décio Lima e Afrânio Boppré para o Senado.

O principal movimento, no entanto, está marcado para 1º de agosto. Na mesma data, os dois maiores blocos políticos de Santa Catarina apresentarão oficialmente suas chapas e tentarão demonstrar força.

Na Arena Opus, em São José, o PL deverá homologar a candidatura do governador Jorginho Mello à reeleição. A composição prevê Adriano Silva, do Novo, como vice, e Caroline de Toni e Carlos Bolsonaro na disputa pelas duas vagas ao Senado. Podemos e Republicanos também integram o grupo político que apoia o governador.

Na Assembleia Legislativa, PSD, MDB, PP e União Brasil realizarão suas convenções. João Rodrigues deverá ser confirmado candidato ao governo, tendo Carlos Chiodini como vice. Para o Senado, a composição reúne dois nomes experientes da política catarinense: Esperidião Amin e Antídio Lunelli.

A coincidência das datas não é apenas uma questão de calendário. Enquanto um grupo reúne sua militância em São José, o outro ocupará a Assembleia Legislativa, em Florianópolis. Os dois eventos funcionarão como uma primeira medição pública da capacidade de mobilização, da organização partidária e da unidade construída em torno de cada candidatura.

As convenções costumam ser apresentadas como grandes festas democráticas, repletas de discursos, bandeiras e demonstrações de entusiasmo. Por trás desse cenário, porém, continuam as negociações por espaços, suplências, recursos, tempo de propaganda e participação nas chapas. Até a última votação interna, alianças podem ser revistas e nomes podem mudar de posição.

Depois das convenções, os partidos terão até 15 de agosto para pedir o registro das candidaturas à Justiça Eleitoral. No dia seguinte, começa oficialmente a campanha.

A partir de agora, portanto, os pré-candidatos deixam o terreno das possibilidades. Os discursos terão nomes, números e alianças definidos. É quando a eleição começa a sair dos bastidores e chega, de fato, ao eleitor.

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