25 SET 2025
Criado por coletores, Museu do Lixo, em Florianópolis, celebra mais de duas décadas de atividades
Poucos imaginam, mas há 22 anos a Capital catarinense abriga um espaço único no Brasil: o Museu do Lixo, criado em 25 de setembro de 2003 por iniciativa dos próprios trabalhadores da coleta de resíduos. Localizado no Centro de Valorização de Resíduos, no Itacorubi, o museu completa mais de duas décadas de atuação como referência em educação ambiental.
Com mais de 40 mil peças recuperadas, o espaço preserva objetos que em algum momento foram descartados, mas que ganharam novo significado: instrumentos musicais, computadores, câmeras, máquinas de costura, ferros de passar, telefones antigos, até uma mandala feita de materiais recicláveis. São itens que provocam reflexão sobre consumo, descarte e reutilização.

Educação e consciência ambiental
A proposta do museu não se limita à exposição. Ali, tudo é pensado para despertar a consciência sobre os 4Rs: Repensar, Reduzir, Reutilizar e Reciclar. Oficinas, monitorias ambientais e visitas guiadas fazem do espaço um instrumento pedagógico, sobretudo para crianças e jovens.

O secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Florianópolis, Alexandre Waltrick, resume o papel do local: “Ter o Museu do Lixo no mesmo espaço em que acontece a triagem e o destino final dos resíduos é reforçar a importância de repensar nossa relação com o que descartamos e buscar soluções sustentáveis.”
O Museu do Lixo recebe cerca de 7 mil visitantes por ano, sempre mediante agendamento. Funciona de segunda a sexta, das 7h às 15h30, com visitas que podem ser marcadas pelo telefone (48) 92001-6470.
*Fotos: Allan Carvalho/PMF



