12 JAN 2026
Dados confirmam queda da criminalidade em Santa Catarina
Entre 1º e 7 de janeiro, o Estado registrou queda expressiva nos principais indicadores de criminalidade. O estelionato recuou 43,5%, os furtos diminuíram 34,3% e os roubos caíram 28,9%. A violência doméstica teve redução de 16,3% e os roubos de veículos despencaram 43,8%. Os dados são da Secretaria de Estado da Segurança Pública de Santa Catarina, por meio da Diretoria de Inteligência Estratégica.
Os números chamam atenção. Com praias lotadas, estradas cheias e cidades em ritmo acelerado, iniciar o ano com redução da criminalidade indica que o planejamento e a integração das forças de segurança estão produzindo efeito.
Tenho observado, verão após verão, como a segurança pública em Santa Catarina deixou de atuar apenas de forma reativa. A Operação Estação Verão consolidou-se como um modelo de presença estratégica, com reforço de efetivo, investimento superior a R$ 5 milhões, atuação em todo o território e atenção especial às cidades turísticas.
O governador Jorginho Mello atribui esse desempenho ao trabalho integrado, ao investimento em estrutura e à valorização dos profissionais. A experiência mostra que essa combinação é decisiva. Segurança pública não se faz apenas com viaturas nas ruas, mas com planejamento, inteligência e gestão.
Esse cenário inicial de 2026 dialoga com um marco mais amplo: Santa Catarina encerrou 2025 com os melhores resultados desde o início da série histórica, em 2008, registrando os menores índices de homicídios e roubos dos últimos 18 anos. Os números e as análises serão apresentados amanhã, terça-feira (13), às 10h, em coletiva de imprensa na sede da Secretaria de Estado da Segurança Pública, em Florianópolis, com participação das principais forças do sistema.
Os dados reforçam a posição de Santa Catarina como o estado mais seguro do país. Mas, pela vivência de quem acompanha políticas públicas há décadas, fica um ponto essencial: segurança é construção diária. Manter esses indicadores exige continuidade, investimento e integração permanente, para que os resultados sigam sendo percebidos não apenas nos relatórios, mas na vida das pessoas.
*Foto: Roberto Zacarias / SECOM


