06 OUT 2025
Outubro Rosa: prevenção, acesso e o compromisso com a vida das mulheres
Outubro é o mês em que o rosa ganha as ruas, os prédios públicos, os hospitais e até as redes sociais. Mas, mais do que uma cor, o Outubro Rosa é um chamado à consciência, à importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do cuidado permanente com a saúde da mulher.
Em Santa Catarina, essa mobilização ganha um sentido ainda mais concreto, sustentado por uma estrutura de saúde que avança na ampliação de exames, cirurgias e políticas públicas voltadas à atenção integral.
Números que alertam e motivam
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o estado deve registrar 3.860 novos casos de câncer de mama em 2025, sendo 340 somente em Florianópolis.
No Brasil, o câncer de mama continua sendo o mais incidente entre as mulheres, com 73.610 novos casos por ano estimados para o triênio 2023-2025.
Esses números reforçam o que os especialistas afirmam há décadas: diagnóstico precoce salva vidas. Quanto antes a doença é detectada, maiores são as chances de sucesso no tratamento e de redução da mortalidade.
Em 2024, o Sistema Único de Saúde (SUS) em Santa Catarina realizou 170 mil mamografias, um crescimento de 13% em relação a 2022. O estado conta com 183 mamógrafos em uso e uma rede de 19 hospitais habilitados para atendimento oncológico.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) também vem priorizando o tempo de resposta: 72% das cirurgias oncológicas são realizadas em até 60 dias após o diagnóstico — um salto expressivo frente aos 48% de 2023.
Outro avanço importante foi a reformulação da linha de cuidado oncológico, que passou a permitir o encaminhamento imediato de pacientes com forte suspeita de câncer de mama às Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), mesmo antes da confirmação por biópsia. Essa decisão reduz esperas e aumenta as chances de cura.
Uma das novidades deste Outubro Rosa é o lançamento da Unidade Móvel Saúde da Mulher, que começa o percurso pelas regiões de Dionísio Cerqueira e Lages, e depois seguirá por outras localidades catarinenses.
Equipadas com aparelhos de mamografia e ultrassonografia, as carretas permitirão o atendimento de mulheres que aguardam na fila de espera, especialmente em áreas mais distantes dos grandes centros.
A proposta é clara: levar o cuidado onde ele ainda não chega com rapidez suficiente.
A rede de atenção à saúde da mulher é fortalecida também por parcerias com os municípios e consórcios de saúde, que recebem R$ 30 milhões anuais da SES, além de aportes extras do programa SC Levado a Sério.
Essas ações conjuntas — entre Estado, municípios e sociedade — mostram que a prevenção não deve se restringir a um mês, mas ser parte contínua de uma política de saúde pública sólida e sensível às necessidades femininas.


